O Tribunal argumentou que, de acordo com os princípios de máxima transparência, o acordo em questão deve ser tratado como uma informação pública, a menos que existam exceções específicas previstas na legislação, o que não se aplicava a esse caso. A justiça rejeitou, portanto, os argumentos do Ministério Público que defendiam a necessidade de sigilo nas investigações, apontando que a transparência é essencial, especialmente em casos de corrupção que afetam a integridade do Estado e a confiança da população nas instituições.
O acordo de colaboração, que foi assinado em 2019, possibilitou que a Odebrecht e alguns de seus ex-executivos fornecessem provas e detalhes sobre subornos pagos a autoridades peruanas em troca de benefícios legais, como a redução de penas e proteção a colaboradores. Esse acordo foi considerado um marco fundamental nas investigações de corrupção no Peru, contribuindo para a revelação de um esquema de corrupção que envolvia pagamentos ilícitos em troca de contratos de obras públicas.
Com a decisão do Tribunal, espera-se que a divulgação do acordo promova uma maior accountability e transparência no combate à corrupção no país. O caso Odebrecht não só teve implicações na política peruana, mas também ressoou em outras nações da América Latina, levantando questões sobre a relação entre empresas e governos na região. Assim, a ordem judicial representa um passo significativo na luta contra a corrupção e por maior clareza nas práticas governamentais.





