Peru elege José María Balcázar Zelada como novo presidente em meio a crise política e destituições recorrentes

Na noite da última quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, o Congresso do Peru fez história ao eleger José María Balcázar Zelada, membro do partido Perú Libre, como novo presidente da instituição. A escolha ocorre em um momento de grande turbulência política, marcada pela recente destituição do presidente interino José Jerí, que passou a ser um foco de controvérsias devido a acusações de corrupção.

Jerí, que ocupava o cargo desde 10 de outubro de 2025, foi alvo de críticas por sua condução do governo e por reuniões secretas com empresários de origem chinesa, levantando suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse. Sua destituição, aprovada em uma sessão extraordinária do plenário, contou com 75 votos favoráveis e 24 contrários, evidenciando a divisão política que permeia o Legislativo. Este ato representa o oitavo impeachment de um presidente peruano em apenas uma década, resultado de um cenário de instabilidade crônica que aflige o país.

A crise se intensificou após a saída da ex-presidente Dina Boluarte, que governou de 2022 a 2025, também sob acusações de corrupção e ineficiência. Boluarte assumiu após a queda do ex-presidente Pedro Castillo, seu antecessor, amplamente criticado por sua governança. A sequência de destituições e a incessante troca de lideranças políticas criaram um clima de desconfiança entre os cidadãos, que se sentem cada vez mais distantes de um sistema que deveria representar seus interesses.

Agora, com Balcázar Zelada assumindo a presidência do Congresso, o cenário político peruano se prepara para uma nova fase. As eleições estão marcadas para abril de 2026, e há uma expectativa palpável sobre como as dinâmicas eleitorais se desenrolarão em um contexto já saturado. A apatia popular e a quantidade recorde de candidatos indicam um eleitorado cético e ávido por mudanças significativas.

O novo presidente do Congresso encontrará pela frente o desafio de restabelecer a confiança nas instituições, em um país ansioso por soluções que possam dar fim ao ciclo de corrupção e desestabilidade que se arrasta há anos. A comunidade internacional observa com atenção, enquanto os peruanos aguardam o desenrolar dessa nova fase política em sua nação.

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