Os depoimentos de especialistas em perícia criminal foram fundamentais para a acusação. O perito Luiz Carlos Leal Prestes foi incisivo em sua afirmação de que a possibilidade de um acidente doméstico ser a causa da morte de Henry era “totalmente descartada”. Prestes enfatizou que as múltiplas lesões encontradas no corpo da criança indicavam agressões, e não um simples evento acidental decorrente de uma queda. Suas declarações foram contundentes, apontando que a criança já estava sem vida quando chegou ao hospital.
A sessão ainda se viu marcada por momentos tensos, incluindo a saída dos réus do plenário, alegando problemas de saúde, o que coincidentemente ocorreu durante o relato emocionado do pai de Henry, Leniel Borel. Ele, por sua vez, trouxe à tona memórias dolorosas e preocupações sobre a crescente resistência de Henry em retornar para a casa da mãe, o que passou a ser uma questão central em seu depoimento. Leniel mencionou marcas e hematomas no corpo do filho, reforçando a ideia de que a criança estava sob alguma forma de abuso.
A defesa de Jairinho abusou da retórica ao atribuir motivações políticas ao pai da vítima, sugerindo que Leniel buscava capitalizar sobre a dor da perda para construir uma carreira política. Contudo, Leniel fez questão de esclarecer que sua entrada na política foi uma tentativa de equilibrar as forças em sua busca por justiça.
Com o julgamento se estendendo por diversas horas, a tensão no tribunal era palpável. A juíza Elizabeth Machado Louro precisou intervir várias vezes para manter a ordem, refletindo a intensidade emocional que rodeava o caso. O dia foi encerrado com a expectativa de um reinício programado para sábado, onde a discussão continuará a se aprofundar nas intricadas questões que envolvem esta trágica e lamentável perda.
