Os resultados dessa perícia foram enviados ao inquérito da Polícia Federal, que apura a possibilidade de uso indevido de recursos públicos para a realização do filme. Essa investigação se baseia em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, entidade dirigida por Karina Ferreira da Gama, que detém a Go Up Entertainment. A defesa de Gama, por meio dessa perícia, tenta provar que não houve utilização de verbas públicas, antecipando-se às análises policiais.
O laudo detalha que cerca de R$ 54,2 milhões do total foram gastos em produções realizadas nos Estados Unidos, enquanto os R$ 20,9 milhões restantes foram direcionados para custos alocados no Brasil, como contratação de atores, diárias e cenografia. Apesar da apresentação de algumas informações sobre os gastos no Brasil, os dados relativos aos custos na América são considerados vagos, deixando lacunas significativas sobre a real destinação dos recursos.
Além disso, a Polícia Federal também investiga a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, buscando determinar se os valores transferidos do banqueiro foram utilizados para cobrir despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O presidente do PT, Edinho Silva, comentou que a controvérsia pode ter repercussões eleitorais sérias, potencialmente desgastando a imagem do grupo bolsonarista.
Edinho mencionou que as conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro indicam uma relação próxima, o que acrescenta uma camada de complexidade à situação. A falta de clareza sobre a utilização dos recursos e o envolvimento de membros da família Bolsonaro na transação financeira coloca em xeque a correção do financiamento da cinebiografia, gerando expectativa sobre as próximas etapas da investigação.