De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, além de abordar as condições das relações bilaterais, os líderes também discutirão a importância de preservar a paz no mundo em um contexto geopolítico volátil. A visita incluirá uma cerimônia de boas-vindas, um jantar de Estado e uma visita ao Templo do Céu, um marco cultural de Pequim, ilustrando a importância simbólica do encontro.
O último encontro entre Xi Jinping e Donald Trump ocorreu em outubro de 2015, e desde então, as tensões se intensificaram, especialmente em relação à guerra comercial, que resultou em tarifas elevadas sobre produtos chineses. Nesta nova fase, espera-se que as conversas revisitem acordos anteriores e busquem um caminho para a cooperação mútua, particularmente em áreas onde os interesses de ambos os países convergem.
Antes da visita de Trump, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, realizará uma viagem à Coreia do Sul para dialogar com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, uma ação que pode servir como precursor para as conversações mais amplas com Trump. Essa série de diálogos está sendo considerada “histórica” e fundamental para a construção de um entendimento renovado entre as duas economias.
Outro tema significativo a ser abordado nas reuniões é o conflito no Oriente Médio, especialmente considerando que a China é um dos principais importadores de petróleo do Irã. Pequim adotou uma postura neutra em relação às tensões na região, advogando por uma solução pacífica que evite a escalada de conflitos.
Guo Jiakun enfatizou a urgência de evitar a retomada de hostilidades, afirmando que “o mais importante é impedir que o conflito recomece”. Ao focar na cooperação e no respeito mútuo, a visita de Trump à China poderá abrir novas possibilidades para as relações internacionais.
