O documento reafirma que a Rússia mantém o maior arsenal nuclear do mundo, que continua sendo modernizado. Essa constatação é acompanhada por uma análise da atual situação geopolítica, especialmente o conflito na Ucrânia, que, segundo a avaliação norte-americana, revela que, apesar de enfrentar desafios demográficos e econômicos, a Rússia ainda demonstra um significativo poder militar e industrial. As autoridades de defesa dos EUA afirmam que a agressividade russa e sua capacidade de sustentação de um conflito prolongado são questões que devem ser monitoradas com atenção.
Além disso, a nova estratégia ressalta a importância da modernização das forças nucleares americanas, com ênfase em dissuasão e na habilidade de gerenciar escaladas em um ambiente global incerto. O documento sublinha que essa postura não deve ser interpretada como uma tentativa de isolamento, mas sim como um compromisso com o realismo político. A ideia central é que os Estados Unidos permanecerão engajados no exterior, sempre buscando defender os interesses concretos da sua população.
A Groenlândia, mencionada como um território estratégico, figura como um ponto focal para o acesso militar dos EUA, que se estende a outras áreas consideradas críticas, como o Ártico e o Canal do Panamá. O Pentágono também determina que o Canadá será um aliado essencial na segurança da América do Norte, trabalhando para fortalecer as defesas contra ameaças aéreas e submarinas.
Na Europa, a expectativa é que o continente assuma um papel ativo na própria defesa, incentivando os aliados da OTAN a adotarem maior responsabilidade na segurança convencional, com suporte americano que, embora fundamental, será mais contido.
A intenção clara desta nova abordagem é garantir que os interesses dos EUA no Hemisfério Ocidental sejam defendidos ativamente. Em caso de qualquer conflito, as forças armadas americanas estão preparadas para proteger a nação, enfatizando que buscam um equilíbrio de poder baseado no respeito mútuo dos interesses entre as nações. Assim, a estratégia delineada reflete um movimento em direção a um equilíbrio de poder que prioriza tanto a segurança nacional quanto a diplomacia.






