Os pedidos de Kiev aumentaram de forma significativa, especialmente após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 5 de novembro de 2024. A expectativa é que, com a posse de Trump marcada para 20 de janeiro de 2025, a relação entre os EUA e a Ucrânia sofra mudanças. A administração atual está apressando o envio de ajuda militar enquanto ainda tem a liberdade de ação para tanto, ciente de que os possíveis efeitos da nova administração no apoio a Zelensky ainda são incertos.
Austin, além de recusar o pedido de Zelensky, transmitiu a mensagem de que as exigências do presidente ucraniano para uma prioridade na entrega de mísseis são excessivas, especialmente considerando os compromissos pré-existentes dos EUA com outros parceiros internacionais. O governo Biden, mesmo assim, continua a instar aliados a contribuir com suprimentos militares, ao passo que a preocupação com o impacto das entregas no estoque militar americano se torna uma consideração importante.
No cenário internacional, a Rússia, através de seu presidente Vladimir Putin, observa com atenção a situação. Putin alertou que a discussão entre os países da OTAN sobre o fornecimento de armamento avançado a Kiev pode levar a um aumento do engajamento militar direto da aliança no conflito. Ele destacou que operações que envolvem armamentos de precisão desenvolvidos no Ocidente estão sendo realizadas fundamentalmente por forças ocidentais, e não pelas forças ucranianas, sublinhando a complexidade e a escalada potencial do conflito. Com isso, o perigo de um envolvimento mais profundo das potências ocidentais na guerra na Ucrânia prossegue sendo uma preocupação tanto para Moscou quanto para os aliados da Ucrânia.







