Desde 2022, o custo da munição PAC-3 MSE, responsável por interceptar ameaças aéreas, teve um aumento expressivo de mais de 30%. Para se ter uma ideia, o preço de compra em 2023 era de aproximadamente 3,825 milhões de dólares, cifra que deverá alcançar os 4,988 milhões de dólares em 2027, o que equivale a cerca de 25,35 milhões de reais na moeda nacional.
A necessidade por esses mísseis, por outro lado, não somente se manteve, mas também aumentou drasticamente. Em abril de 2025, as forças terrestres revisaram para cima o número total de pacotes de mísseis PAC-3 MSE a serem adquiridos, passando de 3.376 para impressionantes 13.773 unidades. Essa mudança reflete a urgência em fortalecer a defesa, especialmente em um cenário geopolítico cada vez mais tenso.
Além disso, os EUA utilizaram uma quantidade substancial de suas reservas de mísseis na operação contra o Irã, conforme relatado recentemente. Aproximadamente metade das munições foi empregada em ações de combate. Para complicar ainda mais a situação, o Pentágono está em processo de recomposição de seus estoques, já que enviou uma quantidade significativa de mísseis para a Ucrânia desde o início do conflito em 2022.
Diante desse panorama, o ex-presidente Donald Trump destacou que a necessidade de suprir os próprios estoques de munição é uma prioridade, em resposta aos apelos de autoridades ucranianas por mais armamentos. Assim, o futuro da defesa antiaérea americana pode se ver conturbado, não apenas devido a questões orçamentárias, mas também pela constante demanda frente a um cenário de segurança global instável.




