PCDF enfrenta desafio de afastamentos por questões de saúde mental em 2024; entidades alertam para necessidade de reforço no apoio aos profissionais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou por um momento delicado em 2024, com o afastamento de 17 delegados e 125 agentes por questões relacionadas à saúde mental. Esse número preocupante segue a tendência apresentada desde 2019, ano em que 164 agentes também precisaram se afastar por motivos semelhantes. Esses dados chamam a atenção de entidades ligadas à corporação, que alertam para a necessidade de reforço no apoio a esses profissionais.

A Policlínica da PCDF desempenha um papel crucial ao oferecer suporte aos policiais em questões de saúde, incluindo a saúde mental. Uma resolução interna da corporação especifica que, ao identificar que um integrante da Polícia Civil está enfrentando problemas de saúde mental, pode ser recomendado o afastamento do porte da arma corporativa. Além disso, em casos de restrição para trabalhar ou recomendação da Policlínica para a suspensão do porte, o policial é solicitado a entregar voluntariamente sua arma particular ao chefe imediato, que irá providenciar o recolhimento do item durante o período de restrição.

No entanto, casos recentes destacaram a fragilidade mental dos policiais, como o incidente envolvendo o delegado Mikhail Rocha e Menezes, que atirou em sua esposa e em uma empregada doméstica. Essas situações refletem um cenário preocupante, levando o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Enoque Venancio de Freitas, a alertar para a deterioração da saúde mental na corporação.

Enoque ressalta a necessidade de aprimorar os protocolos de avaliação psicológica dos policiais civis, a fim de prevenir situações de risco decorrentes de distúrbios psicológicos. A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo-DF), Cláudia Alcântara, concorda e destaca a sobrecarga de trabalho e a falta de efetivo como fatores que contribuem para a deterioração da saúde mental dos profissionais.

Em resposta a essas preocupações, a PCDF enfatizou que adota diversas medidas para amparar os servidores que enfrentam questões de saúde mental. A corporação oferece programas de apoio psicológico, físico e espiritual pela Policlínica, buscando identificar e tratar questões relacionadas à saúde mental. Além disso, a PCDF possui protocolos específicos para lidar com incidentes críticos, oferecendo acompanhamento por profissionais especializados.

Diante desse cenário desafiador, é fundamental que as autoridades policiais e governamentais tomem medidas eficazes para garantir o bem-estar e a saúde mental dos policiais, visando a preservar não apenas a integridade desses profissionais, mas também a segurança da sociedade como um todo.

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