Segundo informações da investigação, pelo menos quatro pessoas foram vítimas do grupo, somando um prejuízo estimado em R$ 3 milhões. Uma das vítimas relatou que a abordagem dos golpistas era sempre a mesma: uma mulher aparentando ser de origem humilde abordava a vítima com uma história comovente, enquanto um segundo golpista se fazia passar por alguém instruído e interessado em ajudar. A estratégia era convencer a vítima a participar do falso esquema do bilhete premiado.
O golpe consistia em convencer a vítima de que um dos golpistas possuía um bilhete de loteria premiado, porém não poderia sacar o prêmio. Para resolver a situação, era proposto que a vítima e o golpista pagassem uma quantia pelo bilhete e dividissem o prêmio milionário, que chegava a valores de até R$ 24 milhões. As vítimas eram levadas ao banco, onde sacavam quantias em dinheiro para entregar aos golpistas, acreditando se tratar de uma transação legítima.
Após a descoberta do golpe, algumas vítimas relataram ter vendido seus apartamentos e se endividado para tentar atender às exigências dos golpistas. O caso está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia, que continua a buscar mais informações sobre a organização criminosa responsável pelos golpes.
Em entrevista, uma das vítimas relatou ter desconfiado da situação e ligado para seus familiares, evitando assim cair no golpe. A ação da PCDF foi fundamental para desarticular essa quadrilha que vinha causando prejuízos significativos a diversas pessoas na região. A população deve estar alerta e denunciar qualquer atividade suspeita às autoridades competentes para evitar cair em golpes semelhantes no futuro.







