Segundo relatórios da Polícia Federal, Bolsonaro é acusado de promover, constituir, financiar ou integrar uma organização criminosa formada para aplicar um golpe, crime que pode render uma pena mínima de três anos e máxima de oito. Além disso, o presidente foi indiciado por tentar abolir o Estado Democrático de Direito e por tentar depor o governo legitimamente constituído, crimes que podem resultar em penas de quatro a oito anos cada.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, composta por cinco ministros, tem uma folgada maioria para condenar Bolsonaro. A defesa do presidente pretende argumentar que as acusações são superpostas e buscar a absolvição dos crimes de roubo de joias e fraude nos certificados de vacina, porém há poucas chances de sucesso nesse sentido.
Mesmo com a pressão por anistia e mudanças na Lei da Ficha Limpa, que o tornou inelegível até 2030, Bolsonaro não deve encontrar apoio no Congresso. O cenário é desfavorável para o presidente, que terá que enfrentar as consequências de seus atos. Enquanto isso, a população se prepara para um carnaval marcado por discussões políticas e incertezas sobre o futuro do país.
A marchinha que diz “Este ano não vai ser igual aquele que passou; nós vamos brincar separados” parece resumir bem a situação atual do presidente Bolsonaro. Resta aguardar os desdobramentos desse processo e as decisões que serão tomadas pela justiça.







