Abrahão revelou à CPI que a Trust Investing, sediada na Estônia, foi fundada por brasileiros e se tornou alvo de investigação da Polícia Federal, resultando na prisão de seus principais representantes. Segundo o depoente, o site da empresa, que negociava criptoativos, ficou fora do ar no final de 2021, voltando a operar em abril. Os donos alegavam que isso ocorria devido a uma manutenção para instalar a tecnologia blockchain e proteger os sistemas contra ataques hackers. Porém, em junho, o site foi definitivamente desativado, deixando milhares de investidores sem acesso aos seus ativos.
Durante o depoimento, os deputados Caio Vianna (PSD-RJ) e Alfredo Gaspar (União-AL) questionaram a relação de Abrahão com a Trust Investing, já que ele demonstrava entusiasmo em postagens nas redes sociais. Gaspar destacou que era difícil acreditar que o depoente não estivesse mais envolvido com a empresa, considerando suas palestras onde mencionava a Trust repetidamente. Em resposta, Abrahão admitiu usar suas redes sociais para mencionar seus ganhos obtidos com investimentos, mas negou ter convidado pessoas a investirem na Trust ou em qualquer outra criptomoeda.
Vianna questionou Abrahão se ele considerava a Trust uma pirâmide financeira atualmente. O depoente respondeu que não poderia afirmar, pois a empresa continuava operando e o Bitcoin teve uma valorização significativa enquanto estavam em atividade. No entanto, ele ressaltou que aguardava a sentença da Justiça para finalizar sua avaliação.
A CPI das Pirâmides Financeiras tem o objetivo de investigar esquemas fraudulentos envolvendo empresas que prometem lucros fora do comum aos investidores. A Trust Investing é apenas uma das empresas investigadas, porém, seu caso chama atenção pelo número expressivo de investidores lesados. Agora, resta aguardar o desenrolar das investigações e a sentença da Justiça para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.





