“Patricinha do Golpe” é investigada novamente por furto após indulto presidencial que extinguiu condenação por estelionato

“Patricinha do Golpe” Retorna ao Centro da Polêmica Após Novos Crimes

Caroline Alves de Morais, popularmente conhecida como a “Patricinha do Golpe”, voltou a ser notícia após ser indultada de uma condenação de quatro anos por estelionato. A mulher de 37 anos agora se vê sob a lupa das autoridades novamente, acusada de envolvimento em um furto em um imóvel alugado, localizado na região de Águas Claras, no Distrito Federal.

A situação começou a se desenrolar em março, quando o proprietário do apartamento, um homem de 53 anos, percebeu que vários móveis e utensílios haviam desaparecido logo após a saída de Caroline. Ele relatou que já havia uma ordem judicial de despejo em andamento por conta de três meses de aluguel não pagos, e um oficial de Justiça estava prestes a realizar a desocupação do imóvel.

A descoberta do furto se deu graças a uma denúncia da síndica do prédio, que notou movimentações estranhas. Câmeras de segurança do local confirmaram as suspeitas, revelando imagens de Caroline e um cúmplice carregando os itens do apartamento em um veículo de frete.

Após a denúncia, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi acionada e conseguiu recuperar parte dos bens, incluindo uma televisão de 50 polegadas da marca Samsung, deixada para trás por Caroline. No entanto, muitos dos outros itens, como cortinas de linho, uma Air Fryer e um criado-mudo, continuam desaparecidos, acarretando um prejuízo total ao proprietário estimado em cerca de R$ 14 mil.

Esse incidente não é o primeiro capítulo da vida de crimes de Caroline. Anteriormente, ela foi condenada por um esquema que enganava amigos e empresários para obter vantagens financeiras. Um de seus crimes mais notórios envolveu a locação fraudulenta de uma mansão em São Miguel do Gostoso durante o Réveillon de 2022, onde ela arrecadou R$ 24 mil de um grupo de amigos, mas não garantiu a reserva do imóvel.

As fraudes não pararam por aí. Ex-amigas de Caroline relataram que seus dados de cartões de crédito foram clonados, resultando em faturas exorbitantes. Uma vítima específica disse ter encontrado uma fatura de R$ 40 mil devido a compras luxuosas realizadas com seu cartão.

Após a primeira condenação, Caroline não cumpriu pena em regime fechado, recebendo alternativas que culminaram em uma extinção das penas por um indulto presidencial em 2025. Sua defesa, ao ser contatada sobre as novas alegações, afirmou que ela tentou devolver os itens ao dono, mas a situação se complicou e a devolução não ocorreu de maneira satisfatória.

A história de Caroline Alves de Morais continua a ser marcada por controvérsias e desdobramentos que levantam discussões sobre a eficácia das medidas de justiça e a proteção dos cidadãos frente a fraudes. A investigação do furto segue em curso, e a mulher permanece sob vigilância das autoridades.

Sair da versão mobile