A saída de João Luiz ocorre em um contexto em que ele havia sido convocado para ocupar uma vaga na câmara, que se tornou disponível após a saída do vereador Thiago Prado para o Executivo municipal, somada à desistência dos suplentes João Catunda e Ronaldo Luz. Embora tenha uma longa trajetória na política, incluindo a presidência da Câmara e um mandato como deputado estadual entre 2015 e 2018, o vereador alegou não se sentir confortável ou adequadamente preparado para exercer a função.
Em um vídeo que acompanhou o anúncio, o parlamentar enfatizou que sua decisão foi baseada em reflexões pessoais. Ele declarou: “Assumi há uma semana como vereador de Maceió e não senti que era mais ali meu lugar. Eu não tenho funcionários para trabalhar, não tenho como manter meu gabinete, não tenho como apresentar um projeto ou lutar minhas lutas.” Para ele, a falta de estrutura para desempenhar suas atribuições acabou por influenciar a decisão.
Além disso, João Luiz compartilhou que a convicção de deixar o cargo também tem raízes na sua vida religiosa. “Tenho orado e o que Deus tem me dito é que não é ali o meu lugar”, ressaltou. Ele informou que formalizará sua renúncia na próxima segunda-feira, 27 de abril, e expressou agradecimentos a aliados que contribuíram para sua ascensão ao cargo, incluindo o prefeito JHC e os ex-vereadores que abriram a vaga.
Após a renúncia, o político disse que pretende voltar a se dedicar a suas atividades na Igreja do Evangelho Quadrangular, onde é líder religioso. “Continuarei sendo apenas o pastor João Luiz”, destacou. Com a sua saída, a Justiça Eleitoral agora irá definir quem será o próximo a assumir a vaga, seguindo a ordem de suplência estabelecida.







