O pastor, que tinha sido condenado e cumpria pena na Cadeia Pública de Juara, estava trabalhando para a prefeitura do município, participando de um programa de redução de pena. Essa iniciativa permite que detentos cumpram atividades comunitárias em vez de ficarem encarcerados. Apesar dos esforços de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros, que chegaram ao local após o incidente, foi constatado que Altair já estava sem vida.
A Polícia Civil foi acionada e iniciou uma investigação, realizando a perícia no cenário do crime. Os agentes estão coletando evidências para identificar e localizar os autores do ataque, que chocou a comunidade local.
Em uma reviravolta, apurou-se que Altair havia sido preso em dezembro de 2023, tendo sido condenado a 12 anos de reclusão em 2024 por crimes sexuais contra uma adolescente. Segundo relatos, o crime teria ocorrido na residência do pastor, situada nos fundos da igreja onde ele exercia seu ministério. O depoimento da vítima indicou que ela teria sido intimada a não revelar o que havia acontecido.
A morte do pastor, em meio a um contexto criminal e de violência, levanta questionamentos sobre a segurança na região e os mecanismos de reintegração social para aqueles que estão em processo de cumprimento de pena. O caso segue sob investigação, enquanto os moradores de Juara lamentam a perda de uma figura que, apesar de seus erros, fazia parte da comunidade. A agitação gerada pelo crime reflete uma preocupação maior com a segurança pública na área e a necessidade urgente de medidas eficazes para combater a criminalidade.
