Além do pastor, outras seis pessoas foram condenadas na mesma operação, incluindo Valdeci Alves dos Santos, irmão de Geraldo, conhecido como Colorido. Valdeci era considerado um importante líder da facção criminosa e foi detido em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal.
Segundo as investigações do MPRN, Geraldo era o principal intermediário de comunicação entre Valdeci e os demais acusados, facilitando a movimentação dos montantes ilegais. O esquema milionário envolvia a compra de igrejas no Rio Grande do Norte e em São Paulo para lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas realizado pelo PCC.
Geraldo acumulou um patrimônio avaliado em pelo menos R$ 6 milhões através desse esquema criminoso. Ele foi preso pela primeira vez em 2002, mas conseguiu fugir e permanecer foragido por quase 16 anos, utilizando documentos falsos para fundar uma igreja e manter a fachada de pastor.
As condenações resultaram em penas que somam mais de 180 anos de reclusão para os envolvidos. Geraldo foi sentenciado a 84 anos e 11 meses, enquanto os demais acusados receberam penas que variam de 12 a 23 anos de prisão, além de dias-multa.
A operação Plata, deflagrada pelo MPRN em parceria com outras instituições, demonstrou o empenho das autoridades em combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro. A condenação dos envolvidos representa um importante passo no combate à corrupção e à criminalidade no Brasil. O Metrópoles tentou contatar a defesa dos réus, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.






