Segundo áudios obtidos pela coluna, Ivanildo prometia passagens grátis para aqueles que conseguissem reunir 15 interessados para a viagem fictícia. Muitos idosos, desejosos de conhecer os lugares por onde Jesus Cristo teria passado, chegavam a assumir o pagamento de boletos bancários para garantir a realização do sonho. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso na 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro).
Para facilitar o golpe, o falso pastor chegava a oferecer viagens mais caras, acrescentando países como o Egito no roteiro. Ele entregava supostos contratos e começava a receber os valores das vítimas, chegando a valores de até R$ 20 mil. Além disso, o estelionatário direcionava sua tática para aliciar pessoas de alto poder aquisitivo, como moradores do Sudoeste, idosos aposentados do serviço público ou servidores da ativa, bem como pessoas mais humildes, convencendo-as a assumir boletos bancários com promessas de viajar até Israel quando quitassem o valor.
A situação chegou a tal ponto que várias pessoas utilizaram grande parte de suas economias para realizar o sonho de conhecer a Galileia, cidade ao norte de Israel. A polícia apura inclusive a morte de uma idosa que teria sido vítima do golpe e falecido após perceber que não embarcaria para Israel.
O falso pastor desapareceu, utilizando como desculpa o conflito entre Israel e o grupo militante palestino Hamas para adiar as viagens. Todas as quantias transferidas pelos fiéis iam para uma suposta agência de viagens de propriedade do pastor, que na realidade não existia. A polícia está ouvindo as vítimas e colhendo depoimentos no intuito de solucionar o caso e o delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, afirmou que o inquérito está em andamento.
A equipe de reportagem tentou contatar o pastor, sem sucesso, pois ele não respondeu às mensagens enviadas para o telefone que consta nas ocorrências policiais. O espaço permanece aberto para possíveis manifestações do suspeito.





