Em uma declaração ao programa “Domingo Espetacular”, o homem revelou suas dificuldades em contatar meios de comunicação portugueses e admitiu que, devido à ausência do corpo de Eliza, chegou a cogitar a possibilidade de que ela pudesse estar viva. Essa linha de raciocínio, no entanto, foi amplamente criticada. Ele defendeu que as especulações eram compreensíveis, dadas as circunstâncias, mas destacou que o verdadeiro foco deveria estar em entender como o passaporte foi parar em seu local de armazenamento.
Após a forte repercussão do achado, o passaporte foi finalmente entregue ao consulado brasileiro em Lisboa, sem que o descobridor tivesse revelado seu nome ou endereço. O Itamaraty confirmou que o documento será enviado ao Brasil, onde ficará à disposição da família de Eliza. O passaporte, datado de 2006 e com validade até 2011, contém apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 1º de maio de 2007, e foi encontrado entre livros antigos na estante do apartamento alugado pelo brasileiro.
A notícia do passaporte gerou reações intensas na família de Eliza, que expressou indignação através da advogada Maria do Carmo dos Santos, madrinha do filho da modelo, Bruninho. Ela classificou como estranha a condição do documento, que parecia estar bem conservado após quase 18 anos. Além disso, rebateu as especulações sobre a possibilidade de Eliza estar viva, lembrando que o caso remete ao brutal assassinato da modelo em 2010, pelo qual o ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado, entre outros. A brutalidade do crime e a falta de um corpo continuam a deixar perguntas sem respostas, perpetuando um dos episódios mais dolorosos da história recente do Brasil.







