A operação foi coordenada pela Delegacia de Proteção ao Turista (Dptur) após a companhia aérea levantar suspeitas sobre a autenticidade do bilhete. O momento decisivo ocorreu quando a mulher apresentou seus documentos para o embarque, momento em que os agentes foram acionados.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção da equipe de investigação foi o preço absurdamente baixo da passagem, que custava apenas R$ 22,45. Ao ser questionada sobre sua autorização para utilizar a passagem, a mulher não conseguiu apresentar a carteira funcional da comissária de bordo, um documento imprescindível para quem tenta usufruir de benefícios tarifários concedidos a profissionais da aviação. A ausência desse comprovante levantou bandeira vermelha para os agentes.
Em sua defesa, a passageira argumentou que frequentemente viajando para a capital paulista para adquirir mercadorias para sua loja. Contudo, ela não soube explicar como obteve a passagem em nome da profissional em questão, o que reforçou as suspeitas a seu respeito.
Os responsáveis pela ação policial esclareceram que a abordagem aconteceu imediatamente após a denúncia da companhia aérea. Sem comprovação do vínculo profissional com a comissária, a fraude tornou-se evidente.
Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Central de Flagrantes da capital alagoana, onde foi autuada pelo crime de falsidade ideológica, conforme previsto no Código Penal. A polícia agora investiga a possibilidade de envolvimento de terceiros na emissão do bilhete, além de averiguar se os dados da comissária foram obtidos por meio de vazamento de informações do sistema da companhia aérea. A situação gera um alerta sobre a segurança dos dados dos profissionais da aviação e a necessidade de mecanismos mais rigorosos de controle para impedir fraudes desse tipo.





