Páscoa marca nova era no Vaticano: Papa Leão XIV relembra Francisco em celebração histórica, clamando por paz em meio a conflitos globais.

A primeira missa de Páscoa do papa Leão XIV, celebrada no último domingo (5 de abril) no Vaticano, marcou um momento significativo para a Igreja Católica. Em um contexto onde a figura de seu antecessor, papa Francisco, ainda ressoa fortemente, a cerimônia foi preenchida de simbolismo, sendo a primeira celebração pascal em mais de uma década sem a presença de Francisco à frente do altar.

Com aproximadamente 60 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Leão XIV fez questão de lembrar trechos da primeira Exortação Apostólica de Francisco, a Evangelii Gaudium. O novo papa enfatizou que a ressurreição de Cristo não deve ser vista apenas como um evento do passado, mas como uma força transformadora que continua a impactar o mundo, especialmente em tempos envolvidos por injustiças e dores.

Este Domingo de Páscoa acontece próximo à data que marca quase um ano da morte de Francisco, que faleceu em 21 de abril de 2025. Durante seu pontificado, o argentino conduziu as cerimônias pascais por mais de uma década, consolidando-se como uma figura central nas celebrações.

Leão XIV, em sua homilia, ressaltou a importância da alegria que vem com a ressurreição e convidou os que o ouviram a fortalecer sua fé no dia a dia. Ele abordou ainda as realidades difíceis que a sociedade enfrenta hoje, como a violência e a desigualdade, mencionando que essas situações são indicativas da presença da morte no mundo. “Nós, ressuscitados com Cristo, devemos levar essa mensagem ao mundo. Que Cristo, nesta Páscoa, nos conceda a paz que tanto precisamos”, declarou o novo pontífice.

A cerimônia, realizada de forma tradicional e em latim, incluiu rituais como a aspersão de água benta e a veneração do Cristo ressuscitado, perpetuando a cultura e a história da Igreja.

Neste cenário global de tensões e conflitos, Leão XIV optou por um discurso que critica a violência e a indiferença humana, sem apontar diretamente líderes ou nações específicas. Ele destacou a importância do diálogo e da mediação nas relações internacionais, como parte do legado que busca manter de Francisco.

Durante a bênção Urbi et Orbi, o papa reiterou chamamentos à paz, fazendo eco às palavras de seu antecessor sobre a “globalização da indiferença”, enfatizando que a sociedade não pode se acostumar com o mal. Ele pediu que aqueles com o poder de guerra optem pela paz, não através da força, mas sim pela conversação e entendimento. Enquanto Francisco era conhecido por sua proximidade com os mais pobres, Leão XIV tem resgatado elementos tradicionais na liturgia, equilibrando esses aspectos com seu compromisso social. A primeira missa de Leão XIV, portanto, não representa apenas um novo começo, mas uma continuação da busca pela paz e justiça em um mundo marcado por desafios.

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