O perfil, que acumula impressionantes 726 mil seguidores apenas no Instagram, é alvo da indignação dos partidos, que argumentam que, embora haja um vídeo inicial esclarecendo que “Dona Maria” não é uma pessoa real, essa informação não é mantida nas postagens subsequentes. Assim, as publicações podem facilmente levar os usuários a crer que se trata de uma figura autêntica. Os autores da ação alegam que o perfil atua politicamente contra Lula e em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, favorecendo uma narrativa antagônica ao governo atual.
Além disso, os partidos destacam que o conteúdo veiculado por “Dona Maria” contém informações falsas e distorcidas, incluindo dados sobre o sistema de pagamentos Pix e citações atribuídas ao presidente Lula de maneira errônea. Para eles, essa conduta constitui uma clara tentativa de propaganda política, criada por uma pessoa desconhecida que opera sob o manto do anonimato. O documento protocolado no TSE menciona também o risco de tais perfis e narrativas enganadoras promoverem crimes contra a honra.
A ação não se limita a pedir a exclusão do perfil “Dona Maria” apenas do Instagram, mas busca também a remoção em outras plataformas como X, YouTube, TikTok e Facebook. Os partidos querem que haja medidas para impedir a criação de perfis similares e solicitam que as empresas de tecnologia revelem a identidade dos responsáveis e detalhes sobre a monetização do conteúdo veiculado.
A questão traz à tona temas relevantes como a desinformação nas redes sociais e o papel que perfis gerados por inteligência artificial podem jogar no panorama político, especialmente em um ano eleitoral. Em um ambiente onde a verdade e a realidade parecem cada vez mais distorcidas, a ação dos partidos reflete uma preocupação com a integridade da informação e a ética na comunicação política.
