Partidos Novo e PL se unem para rejeitar indicação de Jorge Messias ao STF em meio a tensões políticas

Na última terça-feira, os partidos Novo e PL comunicaram que não apoiarão a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), cadeira que ficou vaga com a saída do ministro Luís Roberto Barroso. Este anúncio reflete um posicionamento político forte e estratégico, já que ambos os partidos somam 16 senadores e reconhecem a atual “instabilidade institucional” que permeia a Corte, um fator que, segundo eles, dificultaria a aprovação de novos membros.

Messias, o advogado-geral da União indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passará por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 29 de abril. Para avançar nessa fase, ele precisa garantir uma maioria simples entre os 27 integrantes da CCJ. Uma vez aprovado, o nome de Messias seguirá para votação no plenário, onde requer o apoio de mais 41 senadores para ser efetivamente aprovado.

Considerado uma escolha confiável por Lula, Messias já tem um histórico de atuação em governos anteriores, incluindo cargos relevantes nos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, além de ter sido subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil durante a gestão de Dilma Rousseff. Caso seja confirmado, ele se tornará o 11º indicado por Lula ao STF, com a possibilidade de manter-se na Corte até 2055, quando alcançará a idade de aposentadoria compulsória de 75 anos.

Na última semana, Messias expressou otimismo em relação à sua sabatina, manifestando agradecimentos aos líderes da CCJ e se comprometendo a dialogar de maneira respeitosa e propositiva com todos os senadores até a data da avaliação. Entretanto, o movimento de rejeição por parte do Novo e PL indica um clima político tenso, com desafios significativos para a administração atual na busca por consolidar suas escolhas para a mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo