Partido Novo pede investigação sobre uso indevido de servidores na organização de carro alegórico de Carnaval da primeira-dama Rosângela Lula da Silva

O Partido Novo protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a investigação de um suposto uso indevido da estrutura da Presidência da República na criação de um carro alegórico de Carnaval. A solicitação levanta sérias questões sobre a utilização de recursos públicos em atividades que não seriam consideradas institucionais.

De acordo com a denúncia, servidores públicos e membros da equipe da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, também conhecida como Janja, teriam sido envolvidos diretamente na organização do carro intitulado “Amigos do Lula”, que se apresentará durante o Carnaval carioca. Os parlamentares do partido afirmam que essa situação configura uma possível transgressão, uma vez que poderia haver o uso da máquina pública para finalidades que fogem ao escopo do serviço público.

O Partido Novo destaca que, além da participação de servidores no projeto, há indícios de que a administração pública teria fornecido apoio logístico e assistência na articulação de convidados para o evento. Essa colaboração, se confirmada, poderia levantar dúvidas sobre a ética e a legalidade de tais ações, que em tese, deveriam ser reservadas apenas a atividades estritamente governamentais.

Em decorrência dessas alegações, o partido requer que o TCU suspenda qualquer envolvimento de servidores federais na organização do carro alegórico até que as circunstâncias do caso sejam devidamente apuradas. A medida tem como objetivo evitar a continuidade de possíveis irregularidades enquanto a investigação está em andamento.

Por sua vez, a Presidência da República ainda não se manifestou oficialmente sobre a representação e as acusações levantadas pelo Partido Novo. A ausência de um posicionamento claro por parte do governo em relação a essas alegações pode intensificar a controvérsia, à medida que a sociedade observa atentamente os desdobramentos desse caso e as implicações que ele pode ter para a administração pública. A situação acende um alerta sobre o uso de recursos públicos em festividades e eventos culturais, algo que exige clara delimitação e transparência para evitar questionamentos éticos.

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