Em declarações, André Marinho demonstrou confiança ao afirmar que considera Paes e Ruas como “adversários diretos”. Ele enfatizou sua intenção de formar uma aliança com um público diversificado, que inclui trabalhadores, evangélicos, militares e quem se opõe ao Partido dos Trabalhadores (PT). Marinho acredita que sua campanha será movida por um sentimento coletivo de indignação e revolta contra a classe política, classificando-a como uma “minoria que ofusca” as qualidades do povo fluminense.
Thiago Esteves, presidente do diretório estadual do Novo, corroborou a postura de Marinho, destacando que a oposição não se limita apenas ao governo federal, mas inclui também críticas direcionadas a Paes, que, segundo ele, representa um sistema político desgastado. O histórico recente do governo do Rio é dominado por figuras alinhadas a Bolsonaro, com Cláudio Castro ocupando a vaga até ser afastado pela Justiça, um reflexo das contradições políticas que permeiam o estado.
A relação de Marinho com Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, também foi mencionada, apesar de Zema ser a figura central na cerimônia de lançamento. Marinho procurou desviar a atenção da rivalidade entre os presidenciáveis, reafirmando a importância da unidade entre os partidos de direita para afastar a esquerda do poder. Segundo ele, é essencial resgatar o espírito de união de 2018, superando divisões internas em prol de um objetivo maior.
Na conversação, Zema também comentou sobre as dinâmicas entre o Novo e o PL, destacando a importância da colaboração entre os partidos em outros estados, o que reforça a possibilidade de sucesso nas campanhas. A expectativa é de que, em 2024, haja um fortalecimento da direita em diversas regiões, gerando um impacto significativo na política brasileira.
