De acordo com fontes ouvidas pela CNN e pelo Washington Post, integrantes da cúpula do partido têm se reunido com Biden nas últimas semanas para discutir o assunto. Entre eles estão o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi. Jeffries e Schumer se encontraram pessoalmente com Biden na semana passada, enquanto Pelosi conversou com o presidente por telefone.
Durante as reuniões, foi discutida a influência de Biden na competitividade dos candidatos democratas à Câmara e ao Senado. Embora não esteja claro o quanto as lideranças pressionaram o presidente para desistir da disputa, relatos indicam que alertas foram feitos sobre as possíveis repercussões de prolongar sua candidatura.
Pelosi teria discutido com Biden pesquisas de intenção de voto que indicam sua incapacidade de vencer Trump, o que poderia impactar nas eleições para a Câmara. No entanto, o presidente teria se mostrado confiante em suas chances de vitória, reafirmando sua candidatura. O porta-voz da Casa Branca, Andrew Bates, afirmou que Biden pretende seguir na corrida presidencial e trabalhar com os parlamentares.
A pressão sobre a candidatura de Biden aumentou após seu desempenho desastroso em um debate televisivo no fim de junho, que reforçou a imagem de fragilidade física do presidente. Mesmo com a pressão, Biden e sua campanha tentam afastar qualquer sinal de fraqueza. No entanto, o anúncio de que testou positivo para Covid-19 veio pouco depois de uma declaração de que abriria mão da eleição se alguma condição médica o obrigasse.
Diante desse cenário delicado, o futuro da candidatura de Biden permanece incerto, com o partido democrata em alerta máximo para evitar uma derrota em potencial nas eleições.





