Participação Feminina Aumenta em Empresas, Mas Desigualdade Salarial Entre Gêneros Persiste no Brasil, Revela Relatório do Governo de 2025.

O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou avanços consideráveis em 2025, particularmente na inclusão de mulheres, com um destaque especial para a melhoria da participação de mulheres negras em grandes empresas. Um levantamento governamental revela que a força de trabalho feminina, especialmente em estabelecimentos com 100 ou mais empregados, cresceu 11% entre 2023 e 2025, totalizando 8 milhões de mulheres empregadas. O aumento é ainda mais significativo entre mulheres pretas e pardas, que viram suas contratações aumentarem em 29%, somando mais de 1 milhão de novas funções.

Entretanto, essa evolução não se traduz em igualdade salarial. O estudo, parte do 5º Relatório de Transparência Salarial, destaca que as mulheres ainda ganham, em média, 21,3% a menos que seus colegas homens nesse setor em 2025. O orçamento médio das mulheres na hora da contratação era de 14,3% inferior ao dos homens, um aumento em relação aos 13,7% registrados em 2023. Esses números apontam para um aumento persistente da desigualdade, mesmo com o crescimento geral do mercado de trabalho, que subiu 7% no período.

Márcia Lopes, ministra das Mulheres, reiterou que a luta pela igualdade salarial vai além da simples equiparação numérica. É fundamental também considerar o papel das funcionárias e as condições de trabalho que muitas vezes não garantem os direitos já previstos. Ela destacou o impacto da cultura machista e misógina, que ainda persiste e prejudica o reconhecimento e valorização das mulheres no ambiente profissional.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, concordou, ressaltando que a igualdade salarial é apenas um aspecto do que é necessário para a valorização real das mulheres nas empresas. A promoção de suas carreiras e a criação de oportunidades de ascensão são igualmente cruciais.

O levantamento também indica o crescimento do número de empresas com 100 ou mais empregados, que aumentou em 5,5% de 2023 a 2025. No entanto, a necessidade de políticas públicas que incentivem a implementação de medidas de igualdade e combate à desigualdade salarial permanece evidente.

Por fim, o relatório revela que, caso as remunerações das mulheres se equiparassem à sua participação no emprego formal, seria necessária uma elevação de R$ 95,5 bilhões anuais. Essa mudança não apenas beneficiaria as mulheres, mas também contribuiria para um crescimento econômico mais sólido e equitativo no país.

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