Os parlamentares argumentam que a resolução representa uma clara ingerência nos assuntos internos do Irã, subestimando a complexidade das dificuldades que o país enfrenta. Eles apontam que há indícios de que grupos considerados terroristas, que incitaram os distúrbios, mantinham relações com serviços de inteligência de nações ocidentais, o que, segundo eles, os torna cúmplices de ações violentas que resultaram na morte de mais de 500 pessoas, incluindo forças de segurança. Esse número alarmante foi relatado por uma fonte de segurança iraniana, que destaca a gravidade da situação no país, exacerbada pela crise econômica e pela inflação crescente.
Além disso, os deputados enfatizam que a decisão do Parlamento Europeu de rotular a IRGC como uma organização terrorista é não apenas injusta, mas também irresponsável, dado o papel que a corporação desempenha na luta contra o terrorismo na região da Ásia Ocidental. Os representantes iranianos exigem que os governos da Europa sejam responsabilizados pelas consequências de apoiar ações consideradas terroristas contra o seu país.
Essas tensões aumentaram em meio a protestos que começaram em dezembro de 2025, impulsionados por preocupações econômicas. Com o dirigente opositor Reza Pahlavi instigando agitações, as manifestações rapidamente se tornaram violentas, resultando em confrontos com a polícia em diversas cidades. Apesar das declarações do governo de que a situação estava controlada, a violência e a repressão indicam um panorama tumultuado para o Irã nos próximos meses.
