O Parlamento Europeu argumenta que essa nova legislação pode promover uma assimilação forçada e restringir as liberdades culturais, religiosas e linguísticas das minorias. A preocupação é de que, ao priorizar a homogeneidade cultural sob a égide do Estado, a China esteja desrespeitando os direitos fundamentais de seus cidadãos e contribuindo para o enfraquecimento das identidades regionais e étnicas.
Em resposta a essas críticas, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, levantou uma posição polêmica. Ela descreveu a abordagem do Parlamento Europeu como contraditória, especialmente quando se considera a situação na Ucrânia, onde, segundo Zakharova, a organização ignora a perseguição a minorias e a Igreja Ortodoxa Ucraniana. Para ela, há um silêncio constrangedor das autoridades europeias diante de episódios de violência e de supostos crimes de guerra cometidos em território ucraniano.
Zakharova também destacou que, ao olhar criticamente para a política externa da China, os europeus se esquecem de problemas de direitos humanos dentro da própria União Europeia. A representante citou casos de restrições a cidadãos russos nos países bálticos, além de episódios de discriminação e abuso policial voltados contra minorias étnicas e religiosas, como muçulmanos e africanos, assim como a crescente onda de sinofobia e antissemitismo.
Essa troca de acusações e a controvérsia em torno da nova legislação refletem, portanto, as tensões geopolíticas atuais e as complexas dinâmicas de poder que moldam a convivência entre diversas culturas e nações. Em um mundo cada vez mais globalizado, as legislações que tratam de questões étnicas e de direitos humanos continuam a ser temas centrais e controversos nas relações internacionais.
