Essa sessão do Congresso tinha como possibilidade a instalação da CPI, mas, conforme o entendimento estabelecido, a pauta se restringirá à derrubada de vetos presidenciais. O acordo foi firmado no rescaldo de uma derrota significativa para o governo no Senado, que teve como foco a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), um movimento orquestrado pelo próprio Alcolumbre.
Nos bastidores, a insatisfação é palpável entre alguns deputados bolsonaristas. Eles afirmam que não foram consultados sobre as negociações e expressam descontentamento pela não realização da CPI nesta data. O deputado Carlos Jordy, que é um dos principais proponentes da criação da comissão, criticou publicamente a manobra, alegando que infringe o regimento interno e que a instalação da CPI deveria ocorrer automaticamente com a realização da sessão do Congresso. Jordy, que não participou das negociações, planeja buscar um mandado de segurança no STF para garantir a criação da CPI, apesar das dificuldades enfrentadas na Justiça em casos anteriores.
Além disso, há expectativa de que o deputado Zé Trovão faça discursos em cobrança ao presidente do Senado, embora muitos aliados reconheçam que isso pode não resultar em mudanças concretas. Os parlamentares que estão envolvidos nas articulações para a derrubada dos vetos no PL da Dosimetria expressaram preocupação de que a CPI do Banco Master pudesse ser um fator de pressão sobre Alcolumbre durante a sessão. Por fim, é importante ressaltar que o requerimento para a criação da CPI já conta com as assinaturas necessárias, mas a estratégia da base governista parece ser a de evitar qualquer movimentação que possa complicar a situação legislativa atual.






