Parlamentar russo afirma que ataques da Ucrânia a território distante não alterarão operações militares da Rússia, mesmo com novos mísseis ATACMS dos EUA.

A recente autorização concedida aos militares ucranianos para realizar ataques no território russo, utilizando armamento ocidental, poderá influenciar a dinâmica do conflito, mas não mudará o curso da operação militar russa em andamento. Essa afirmação foi destacada por Andrei Kartapolov, chefe do Comitê de Defesa da Duma de Estado, que expressou a confiança nas capacidades das forças armadas da Rússia em responder a essa nova situação.

Kartapolov enfatizou que a Rússia continua comprometida em cumprir as ordens do seu comandante supremo, independentemente das novas permissões concedidas a Kiev. Segundo ele, a operação militar especial russa seguirá conforme planejado, mesmo considerando essa nova realidade de os militares ucranianos terem a autorização para efetuar ataques mais profundos no território russo. A defesa antiaérea da Rússia, segundo o parlamentar, está bem preparada para lidar com os mísseis de longo alcance, principalmente com os lançados pelos Estados Unidos, como os ATACMS, que são descritos como mais difíceis de detectar.

O deputado ressaltou a importância de monitorar os locais de lançamento desses mísseis, afirmando que a capacidade russa de identificação e destruição de alvos antes do seu lançamento permanece forte. Ele destacou que, historicamente, os ataques ucranianos, quando mencionam alvos militares, muitas vezes resultam em atentados a áreas civis, o que representa um risco significativo para a segurança das populações locais.

A discussão em torno dessa permissão chegou a mobilizar a atenção internacional, especialmente após reportagens que indicavam uma mudança na política dos Estados Unidos em relação ao apoio à Ucrânia. Há uma expectativa quanto às possíveis consequências dessa nova estratégia, não apenas para a Rússia, mas também para os países ocidentais que oferecem suporte militar a Kiev. A abordagem dos líderes da Rússia e a resposta às operações militares ucranianas continuam a ser fatores críticos no desenrolar deste conflito complexo.

Sair da versão mobile