A largada da prova foi realizada na Biblioteca Nacional da França, localizada no 13º arrondissement, e a chegada se deu no Quai de Grenelle, no 15º arrondissement. O percurso permitiu aos participantes nadar por entre alguns dos marcos mais emblemáticos de Paris, como a imponente Torre Eiffel e o venerável Museu do Louvre. A ração de sol e o cenário pitoresco tornaram a competição ainda mais memorável.
As edições anteriores da competição aconteciam em um formato diferente, com provas realizadas no Canal de l’Ourcq e em trechos menores do Sena. Neste ano, os organizadores optaram por resgatar o percurso histórico, revivendo a travessia que fez parte da tradição aquática da cidade. A prova principal foi destinada a nadadores de elite, incluindo atletas afiliados a diversas federações esportivas, com critérios rigorosos de participação. Para se inscrever, foi necessário comprovar desempenho em uma prova de 5 quilômetros em menos de uma hora e 30 minutos.
Além dos desafios da travessia principal, o evento também apresentou provas de 2 quilômetros, tanto com quanto sem nadadeiras, e uma disputa de 1 quilômetro, voltadas a nadadores amadores e federados, realizadas um dia antes. Esta diversificação de provas contribuiu para um ambiente inclusivo, celebrando o esporte e a paixão pela natação.
Esse retorno às águas do Sena não é apenas uma celebração do esporte, mas também um passo significativo na revitalização do rio, especialmente com a aproximação dos Jogos Olímpicos de 2024. O governo francês tem investido cerca de R$ 7 bilhões na despoluição do Sena, que foi considerado impróprio para banho desde 1923. Apesar dos esforços, os testes realizados antes das competições de triatlo nos Jogos indicaram níveis elevados de bactérias, levando a reavaliações nas datas das provas.
A realização dessa travessia não apenas reacende uma tradição esportiva, mas também simboliza a renovação do relacionamento de Paris com seu rio, promovendo uma nova era de esportes aquáticos e aproximação da comunidade com as suas águas.





