“Como cerca de 11 a 12 mil calorias por dia. Posso comer de tudo, sem problemas. Proteínas, carboidratos e doces são permitidos sem problema algum”, disse o equatoriano ao Estado. O consumo do atleta é seis vezes maior do que as 2 mil calorias por dia recomendadas pela OMS para um adulto.

Salas explica que precisa comer bastante para repor o gasto energético nos treinos. São quatro horas por dia na musculação, na preparação física e ensaios de movimentos que vai fazer nas competições. Na terça, será a estreia dele na categoria para homens acima de 105 kg, a disputa nos Jogos com a presença dos atletas mais fortes – e também com os competidores de maior IMC.

Feijoada para três. O equatoriano já incluiu na pesada dieta comidas brasileiras. Há um mês no Rio, ele foi provar a feijoada em um restaurante semanas atrás. “Acho muito boa. Comi uma vasilha de barro inteira, sozinho. Não tenho noção de quantas pessoas a quantidade poderia servir. Talvez umas três”, contou.

Competir com Salas nas refeições e nas provas olímpicas não será fácil. Ele conquistou o bronze no Pan-Americano de Toronto, no ano passado, mesmo depois de se recuperar de uma chikungunya semanas antes da competição. Recordista no Equador e 34.º no ranking mundial, ele tem como sonho no Rio bater o recorde pessoal. A meta é conseguir erguer 410 quilos. Se conseguir, o “comilão” certamente vai celebrar comendo muito mais do que dois frangos inteiros.