Sharif enfatizou que um período de trégua de 14 dias permitiria que as negociações avançassem de maneira mais robusta. Ele expressou essa urgência ao dizer: “Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas. O Paquistão solicita também aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz durante esse mesmo período, como um gesto de boa vontade.”
O primeiro-ministro paquistanês destacou que os esforços diplomáticos estão evoluindo de forma “constante, firme e eficaz” e que a extensão do prazo poderia resultar em avanços concretos sem um agravamento do conflito. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que Trump foi informado sobre a proposta e que uma resposta oficial será dada em breve.
Essa manifestação surge em um momento crítico, quando as tensões estão crescendo e o prazo estabelecido pelos Estados Unidos para negociações com o Irã se aproxima do fim. O Paquistão, sob a liderança de Sharif, tem se posicionado como um importante mediador, buscando promover condições mais favoráveis para um acordo.
Entretanto, a receptividade à proposta de cessar-fogo é incerta. Tanto os Estados Unidos quanto o Irã demonstraram resistência à ideia. Teerã não aceitou a trégua sob as condições sugeridas, exigindo que qualquer acordo incluísse um protocolo para a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz e a remoção de sanções econômicas.
A proposta do Paquistão sugere um plano em duas etapas: um cessar-fogo imediato seguido por uma abertura parcial da rota marítima, com a expectativa de que resultados mais abrangentes possam ser alcançados posteriormente. No entanto, a administração Trump ainda não validou formalmente o plano apresentado. Com a data-limite se aproximando, as ameaças de novos ataques militares, incluindo ações contra infraestruturas energéticas, se tornam mais frequentes. A situação, marcada por declarações contraditórias e um clima de incerteza, gera preocupações sobre um possível agravamento do conflito na região.
