Papa Leão XIV ressalta papel social da Igreja em missa histórica em Yaoundé, pedindo coragem para enfrentar desigualdades e promover dignidade humana entre os fiéis.

Neste sábado, 18 de setembro, o Papa Leão XIV proferiu uma reflexão sobre o papel social da Igreja durante uma missa em Yaoundé, Camarões, que reuniu aproximadamente 200 mil fiéis. Durante a cerimônia, o pontífice enfatizou a relevância do encorajamento cristão, citando a mensagem de Jesus: “Não tenham medo”. Ele ressaltou que essa exortação ultrapassa o âmbito espiritual, atingindo também as dimensões sociais e políticas da vida cotidiana. Segundo o Papa, essa é uma motivação essencial para que a sociedade enfrente os desafios contemporâneos, especialmente no que diz respeito a questões de pobreza e justiça social.

Em sua homília, o cardeal Robert Prevost, presente no evento, complementou que a fé não deve ser vista como algo que separa o aspecto espiritual do social; ao contrário, ela proporciona aos cristãos a força necessária para se engajar com o mundo e atender às necessidades dos outros, com especial atenção aos mais vulneráveis. Para Prevost, as instituições devem ser encaradas como mecanismos para promover o bem comum, não como espaços de discórdia.

Leão XIV enfatizou que é fundamental a coragem para modificar certas práticas enraizadas e colocar a dignidade humana como prioridade em todas as esferas. Ele observou que muitas vezes as condições de vida de famílias e comunidades demandam a valentia de reavaliar e transformar hábitos e estruturas, a fim de que se possa perseguir uma sociedade mais justa e inclusiva, onde efetivamente se superem desigualdades e marginalização.

Além disso, o Papa fez um apelo por uma ação coletiva no enfrentamento das crises que afligem a sociedade atual, sejam elas de natureza social, política, econômica ou de saúde. Para Leão XIV, é imperativo que todos, dentro de suas capacidades e necessidades, possam contribuir e se apoiar mutuamente. Essa troca de ajuda é vista como essencial para a construção de um futuro mais justo e solidário, reiterando o compromisso da Igreja em atuar como agente de transformação social e promovendo a dignidade humana em sua essência.

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