Papa Leão XIV Receberá Arcebispa Sarah Mullally em Audiência Histórica no Vaticano, Fortalecendo Diálogo Ecumênico entre Católicos e Anglicanos.

Na última sexta-feira, a Santa Sé confirmou que o papa Leão XIV receberá Sarah Mullally, a primeira mulher a assumir a função de arcebispa de Cantuária da Igreja da Inglaterra, em uma audiência oficial no Vaticano. A reunião está agendada para a próxima segunda-feira, 27 de novembro, às 9h30, horário local, e ocorrerá no histórico Palácio Apostólico, seguindo o protocolo tradicional de visitas de alto nível.

Durante o encontro, que promete ser emblemático, está prevista uma conversa privada na Biblioteca do palácio, seguida pela apresentação das delegações. Os participantes também farão a troca de discursos e presentes, e o evento culminará com um momento de oração conjunta na Capela Urbano VIII. A visita de Sarah Mullally é significativa, pois ela representa um marco na história do cristianismo, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de arcebispa de Cantuária, posição que a coloca como líder espiritual da Comunhão Anglicana em todo o mundo.

O contexto dessa visita se insere em um esforço contínuo para promover o diálogo ecumênico entre católicos e anglicanos. Em março, Leão XIV já havia endereçado uma mensagem de congratulações à arcebispa Mullally por sua posse, enfatizando a importância da unidade entre os cristãos. “As diferenças não podem nos impedir de nos reconhecermos como irmãos e irmãs em Cristo, em virtude do nosso batismo comum”, destacou o papa, resgatando um espírito de reconciliação que foi expresso na declaração conjunta feita em 2016 pelo papa Francisco e pelo então primaz anglicano Justin Welby.

O compromisso contínuo com o diálogo ecumênico foi reafirmado por Robert Prevost, que sublinhou que o contato deve ser pautado pela verdade e pelo amor. Segundo ele, “é somente na verdade e no amor que chegamos a conhecer juntos a graça, a misericórdia e a paz de Deus, e assim podemos oferecer esses preciosos dons ao mundo.”

Essa audiência não apenas simboliza uma felicidade nas relações interdenominacionais, mas também reafirma a relevância do ecumenismo em tempos contemporâneos, onde a fraternidade e a unidade entre diferentes vertentes do cristianismo são mais necessárias do que nunca.

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