A fala do Papa foi uma resposta a uma recente troca de críticas com Trump, que havia usado sua plataforma nas redes sociais para contestar a abordagem pacifista de Leão, acusando-o de ser leniente com questões de justiça e de se aliar a ideais de esquerda. O pontífice americano, por sua vez, defendeu sua mensagem, afirmando que suas declarações são uma reflexão do Evangelho e não direcionadas especificamente a Trump. Ele comentou sobre como a cobertura da mídia, focada nas interações entre eles, poderia ter distorcido suas palavras e intenções.
Leão XIV reiterou que, ao falar de paz, suas mensagens abrangem todos os conflitos ao redor do mundo, e não se restringem apenas ao Irã. Ele condenou severamente o uso de uma justificativa religiosa para conflitos e denunciou a retórica agressiva de Trump, que ameaçava a civilização iraniana, considerando-a “inaceitável”. O Vaticano fez questão de sublinhar que o apelo papal à paz é universal e se estende a diversas guerras, como a invasão da Ucrânia, que foi, inclusive, justificada por alguns grupos religiosos.
O líder da Igreja Católica mencionou que suas observações sobre a devastação causada por “tirano” foram feitas antes das críticas de Trump e reforçou que seu objetivo na África é ser um pastor, não um político. Ele deseja se conectar com a comunidade católica local, celebrando e encorajando a fé, promovendo a fraternidade e a justiça, assim como abordando a questão da paz.
Durante sua visita a Angola, um país ainda recuperando-se das cicatrizes deixadas por uma guerra civil que perdurou por 27 anos, Leão XIV se reunirá com o presidente João Lourenço e fará um discurso às autoridades, esperando trazer uma mensagem de esperança e apoio ao povo angolano que ainda vive as consequências do conflito. A presença do Papa na África sublinha a importância de dialogar sobre temas cruciais para a paz e a reconciliação em regiões devastadas por guerras.
