Durante a audiência, o diálogo girou em torno da situação no Oriente Médio e de assuntos de interesse mútuo na América Latina. O Departamento de Estado emitiu um comunicado destacando o compromisso compartilhado entre as duas partes em relação à promoção da paz e da dignidade humana, sublinhando a importância da relação histórica entre a Igreja Católica e os Estados Unidos.
Em um gesto simbólico, o Papa presenteou Rubio com uma caneta esculpida em madeira de oliveira, árvore que representa a paz. O pontífice fez questão de mostrar o emblema de seu papado na caneta, reforçando a mensagem de harmonia e cooperação. Além do encontro com o Papa, Rubio teve uma reunião produtiva com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, totalizando cerca de duas horas e meia em suas atividades na menor nação do mundo.
Este encontro vem em um momento delicado, considerando as críticas públicas de Trump ao Papa, que o classificou de “fraco” devido a seus posicionamentos sobre a guerra no Irã e sua defesa dos direitos dos imigrantes. O ex-presidente também acusou Leão XIV de trivializar a ameaça da Irã no que se refere ao desenvolvimento de armas nucleares. Apesar das dificuldades, o Papa se manteve firme em suas convicções e revelou, após sua recente viagem à África, que não estava interessado em polemizar com Trump.
Na sequência de sua visita ao Vaticano, Rubio se encontrará com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que também recebeu críticas de Trump por apoiar o Papa nas questões em debate. Adicionalmente, estão programados encontros com os ministros italianos Antonio Tajani, das Relações Exteriores, e Guido Crosetto, da Defesa, evidenciando o esforço contínuo dos Estados Unidos em reconstruir alianças e dialogar sobre tópicos relevantes que vão além das fronteiras nacionais.
