O Papa, nascido em Chicago, evitou mencionar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump durante sua homilia, mas seu discurso pareceu endereçado a autoridades norte-americanas que justificam ações bélicas com uma retórica militarista e religiosa. Em tom firme, Leão XIV denunciou a “idolatria a si mesmo e ao dinheiro”, e pediu o término das exibições de poder e, consequentemente, das guerras que devastam comunidades. As palavras do Papa foram ecoadas em uma sala onde estava presente o arcebispo de Teerã e representantes do corpo diplomático dos EUA, mostrando a diversidade de vozes que compõem este debate.
Historicamente, a postura do Papa tem evoluído; enquanto no início do conflito ele hesitou em condenar abertamente a violência, recentemente intensificou suas críticas, considerando inaceitável a retórica agressiva da administração Trump. No convite à oração pela paz, Leão XIV também incentivou as pessoas a se unirem contra o “ciclo demoníaco do mal”, aspirando a construir um espaço onde não existam armas nem lucros injustos.
É importante notar que, em tempos de conflito, a religião tem sido utilizada como um escudo para justificar ações bélicas, algo que Leão já condenou afirmando que Deus não abençoa guerras que resultam em destruição. O Papa destacou que nem mesmo a invocação do Nome de Deus pode ser utilizada para legitimar discursos que promovem a morte. Com a situação do Líbano e a possibilidade de um efeito cascata da guerra com o Hezbollah, o Vaticano observa atentamente, especialmente dada a fragilidade das comunidades cristãs na região.
Leão XIV, que presidiu a cerimônia vestido com sua capa vermelha e estola, fez um chamado à ação, conclamando todos os presentes a se tornarem defensores da paz. O culto, que incluiu recitações meditativas e leituras das Escrituras, se tornou um símbolo da busca por justiça em meio a um cenário internacional caótico e homofóbico. A mensagem do Papa ilustra a urgência de uma mudança de paradigma que promova a paz e a solidariedade entre nações, em vez de fomentar a divisão e a hostilidade.
