O pontífice expressou sua consternação em relação aos recentes ataques à Ucrânia, ressaltando a dor e o sofrimento dos civis afetados por essa conflagração. Ele reiterou, com veemência, seu apelo pela paz, defendendo que as armas sejam silenciadas em favor de um diálogo construtivo e efetivo. O chamado à paz foi ecoado pelo cardeal Robert Prevost, que também se manifestou sobre a recente trégua histórica entre Israel e Hezbollah no Líbano. Prevost classificou essa trégua como um “sinal de esperança”, instando que os esforços diplomáticos sejam intensificados para garantir um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio.
Durante seu discurso, o papa também se concentrou nas dores de Angola, uma nação marcada por anos de guerra civil. Ele descreveu o país como “belo e ferido”, clamando por esperança, paz e fraternidade. Ao remontar à “longa guerra civil” que devastou Angola, Leão XIV enfatizou as consequências profundas desse conflito: inimizades, divisões sociais, desperdício de recursos e anseios por um futuro melhor.
O papa manifestou que a situação social e econômica angustiante em Angola demanda a presença ativa da Igreja, como um suporte espiritual e prático, capaz de acompanhar e orientar os cidadãos. Ele destacou que somente a partir da superação das antigas divisões será possível construir um futuro onde o ódio e a violência deem lugar à justiça e à solidariedade. A mensagem foi clara: a transformação social começa com a compaixão e o compromisso coletivo em direção a um mundo mais justo e pacífico.
