Leão XIV, de forma incisiva, afirmou que tais líderes possuem “as mãos cheias de sangue”, ressaltando a ideia de que a hipocrisia de pedir ajuda divina em meio a atos de violência é inadmissível. “Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue”, completou, trazendo à tona um princípio moral profundo que desafia a ética dos governantes e as práticas que adotam em tempos de guerra.
Esse discurso veio à tona em um momento especificamente significativo, com o conflito no Oriente Médio completando um mês desde o início de uma nova onda de ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. A escolha do tema se torna ainda mais relevante ao coincidir com o domingo em que se inicia a Semana Santa, um período de reflexão e renovação espiritual para os cristãos em todo o mundo, especialmente por ser o Domingo de Ramos, que antecede a celebração da Páscoa.
O papa reiterou que a figura de Jesus, como “Rei da Paz”, não deve ser instrumentalizada para justificar a guerra. “Este é o nosso Deus: Jesus, que rejeita a guerra e a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, afirmou, evocando um apelo à paz e à harmonia. Leão XIV expressou preocupação especial pelos cristãos que habitam regiões afetadas por conflitos, lamentando que muitos deles não poderão celebrar a Páscoa devido às consequências devastadoras da guerra.
Ao colocar sua voz contra a violência e em defesa da paz, o papa chamou a atenção não apenas para a situação no Oriente Médio, mas também para a responsabilidade moral de líderes mundiais e a necessidade de um diálogo que priorize a vida e o respeito. A mensagem ressoou sob um tom claro: a verdadeira espiritualidade não se alinha com a opressão, mas com a compaixão e a busca pela paz duradoura.






