Na correspondência, entregue a participantes de um encontro no Vaticano sobre o uso responsável do poder em sociedades democráticas, o Papa enfatizou que para que as democracias se mantenham saudáveis, elas devem ser fundamentadas em princípios morais sólidos. Ele expressou sua convicção de que “sem esse fundamento, a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas”.
O contexto dessas declarações é significativo, pois poucos dias antes, Trump havia chamado o pontífice de “terrível”, após receber críticas sobre sua política externa. Apesar das tensões, Leão XIII reafirmou sua posição em relação ao conflito, comprometendo-se a continuar suas críticas, independentemente das respostas políticas que recebesse. Sua mensagem é clara: o exercício do poder não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como uma ferramenta voltada para o bem comum.
Isso implica que a legitimidade da autoridade não se origina de forças econômicas ou tecnológicas, mas da maneira como o poder é exercido. O Papa fez um apelo poderoso para que os governantes resistam à tentação de concentrar poder excessivamente, destacando a necessidade de temperança e autocontrole no exercício da autoridade. Para Leão XIII, a temperança atua como uma salvaguarda contra abusos de poder, evitando a autoexaltação e garantindo que as decisões atendam realmente ao bem da comunidade.
Suas palavras ressoam com um apelo urgente para refletir sobre o estado atual das democracias modernas e a necessidade de um compromisso renovado com a ética e a moralidade na política.
