Papa Francisco recebe o presidente argentino ultraliberal Javier Milei no Vaticano, após polêmicas declarações contra o líder da Igreja Católica.

O Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, está prestes a receber um visitante inusitado em sua residência no Vaticano. Trata-se do novo presidente da Argentina, Javier Milei, um político ultraliberal que protagonizou polêmicas declarações acerca do pontífice no passado.

O encontro está marcado para o dia 12 de fevereiro e marcará o primeiro encontro entre os dois compatriotas desde que Milei assumiu a Presidência argentina. A visita ocorre meses após o presidente ter se referido ao Papa como “representante do maligno na Terra”, em declarações que causaram controvérsia e geraram repercussão internacional.

Além do encontro com o Papa Francisco, Milei também marcará presença na cerimônia de canonização de Mama Antula, que se tornará a primeira santa argentina, na Basílica de São Pedro. Especula-se que durante sua estadia no Vaticano, o presidente argentino reforçará o convite para que o Papa realize uma visita oficial à Argentina, algo que não ocorre desde que Jorge Mario Bergoglio foi eleito como líder da Igreja Católica em março de 2013.

As declarações ofensivas de Milei em relação ao Papa Francisco remontam ao ano passado, quando o presidente ultraliberal proferiu insultos e críticas ao líder da Igreja Católica, chegando a chamá-lo de “imbecil” e acusando-o de buscar expandir o comunismo. No entanto, durante o debate presidencial em outubro, Milei adotou um tom mais conciliador, afirmando ter pedido desculpas pelas declarações anteriores.

O Papa, por sua vez, parece ter adotado uma postura mais diplomática em relação ao presidente argentino. No mês seguinte às polêmicas declarações, Francisco ligou para Milei para parabenizá-lo pela vitória eleitoral. Ao final de janeiro, o papa de 87 anos reiterou seu intuito de receber Milei e afirmou não ter se sentido ofendido pelos comentários proferidos pelo presidente argentino.

Dessa forma, a visita de Milei ao Vaticano promete ser um acontecimento marcante, que poderá sinalizar uma possível reconciliação entre o presidente argentino e o Papa Francisco, assim como abrir espaço para futuros diálogos e cooperações entre o governo argentino e a Santa Sé.

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