A insatisfação do Palmeiras está diretamente relacionada ao acordo firmado pela Libra com o Flamengo, que também foi anunciado nesta terça. O clube alviverde reconheceu que, embora a Libra tenha logrado algumas conquistas, como o recente acordo de direitos de transmissão com a TV Globo, o protagonismo individual de certos clubes comprometeu a finalidade do grupo. Em sua nota, o Palmeiras afirmou que “atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança”.
As tensões que culminaram na saída do Palmeiras já vinham se intensificando desde o ano passado e estavam centradas na divisão de receitas relacionadas ao novo contrato com a TV Globo, que se estenderá até 2029. O Flamengo reivindicou uma fatia de 30% da audiência, uma decisão que influenciou a dinâmica do consenso entre os clubes. Recentemente, um acordo foi firmado para resolver a disputa, mas a insatisfação do Palmeiras prevaleceu.
O novo pacto garante ao Flamengo um crescimento considerável em sua receita anual, entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões, em comparação com o contrato anterior, o que gerou reações negativas por parte da diretoria palmeirense. Apesar da saída da Libra, o contrato do Palmeiras com a TV Globo permanecerá inalterado até 2029.
A decisão do clube alviverde representa uma tentativa de desarticular a força do bloco e estabelece uma nova estratégia de diálogo direto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A CBF, por sua vez, está em processo de assessorar novos acordos comerciais e a estruturação de uma liga única, prevista para a partir de 2030.
Na comunicação oficial, o Palmeiras reafirmou seu compromisso com uma evolução estrutural do futebol brasileiro e destacou que sua saída da Libra não significa a adesão a nenhum outro grupo, mantendo-se aberto para contribuir significativamente em futuras iniciativas. O clube entende que ainda há muito a fazer para fortalecer a gestão do futebol no país.







