As moscas-serra, apesar do nome que sugere um parentesco com as moscas comuns, na verdade pertencem à ordem das vespas. Essas criaturas, que podem ser confundidas com as moscas, estão classificadas em um grupo conhecido como Spitfires, o qual é amplamente reconhecido na Austrália. Isso revela que o termo pode ser um tanto enganoso, e é fundamental para os estudos enriquecedores sobre a diversidade dos insetos no passado.
Juanita Rodriguez, paleontóloga do CSIRO, explicou que a análise do fóssil e sua morfologia, combinada com dados moleculares e estratigráficos de espécies atuais, foi essencial para desmistificar a localização evolutiva das moscas-serra. Os pesquisadores conseguiram traçar a origem das moscas-serra até o período Cretáceo, estimando sua existência há aproximadamente 100 milhões de anos, o que sugere que seus ancestrais eram habitantes do supercontinente Gondwana.
O estudo das moscas-serra é crucial, pois ajuda a reconstruir um panorama mais amplo sobre os polinizadores do passado, proporcionando insights não apenas sobre a evolução das espécies, mas também sobre as interações ecológicas que prevaleciam durante o Mioceno. Enquanto o supercontinente dividia-se, estas moscas-serra tiveram a oportunidade de se dispersar tanto na Austrália quanto na América do Sul, evidenciando um aspecto fascinante da biogeografia e evolução dos insetos.
Essa descoberta não só acrescenta uma peça significativa ao quebra-cabeça da história natural da Austrália, mas também destaca a importância do trabalho contínuo de paleontólogos na compreensão da biodiversidade do nosso planeta.







