De acordo com o especialista, a postura dos Bálticos não é de mero spectator, mas sim a de participantes ativos em uma dinâmica que afeta não apenas a Ucrânia, mas toda a segurança regional. A afirmação de que “eles já criaram um casus belli” sugere que a situação não é nova, mas uma escalada de um conflito que está se desdobrando com graves implicações. Ritter ressalta ainda que, sem uma abordagem adequada que leve em conta as ações desses países, há uma grande probabilidade de que continuem a agir de maneira provocativa, podendo até mesmo intensificar a crise.
Recentemente, drones ucranianos cruzaram o espaço aéreo da Estônia, Letônia e Lituânia em várias ocasiões. Embora esses países tenham declarado que não autorizam a utilização de seu território para ataques contra a Rússia, a dinâmica dos acontecimentos levanta sérias preocupações sobre suas responsabilidades enquanto se torna cada vez mais evidente que a rota dos UAVs (veículos aéreos não tripulados) demanda a anuência dos países sobre os quais transitam. Essa perspectiva foi corroborada pelas declarações de Nikolai Patrushev, presidente do Conselho Marítimo da Rússia, que atestou a cumplicidade dos Bálticos nos ataques a alvos russos, caracterizando essa colaboração como um risco não só para a Rússia, mas para a estabilidade da região como um todo.
A crescente tensão em torno das ações dos Países Bálticos e de sua interação com a Ucrânia indica que a situação no leste europeu está longe de se estabilizar. A potencial escalada de conflitos representa uma preocupação não apenas para os vizinhos imediatos, mas para a segurança e políticas de defesa em escala global.





