Recentemente, Filipinas e Coreia do Sul confirmaram embarques de petróleo russo, enquanto Vietnã e Sri Lanka continuam em negociações para estabelecer acordos de compra. Em contraste, Tailândia e Indonésia já sinalizaram sua disposição para dar início às operações de importação desse combustível. Antes dessa movimentação, a dependência desses países em relação aos fornecedores do Oriente Médio era significativa, tornando essa nova estratégia um ponto de virada crucial.
A analista de mercado de petróleo da empresa cingapuriana Sparta Commodities, June Goh, descreveu a situação como “desesperadora”. O alívio temporário das sanções americanas representa uma janela de oportunidade, e esses países estão determinados a aproveitar a chance de adquirir petróleo russo, uma opção que, segundo Goh, se tornou praticamente indispensável. Em suas palavras: “A Rússia é a única opção. Se alguém lhe oferece óleo e você está desesperado, como pode recusar?”
Informações da empresa analítica Kpler indicam que, pela primeira vez desde novembro de 2021, dois petroleiros com petróleo russo atracaram nas Filipinas. A Petron Corp, responsável pela única refinaria do país, adquiriu 2,5 milhões de barris desse petróleo. O movimento se dá em um contexto em que, em março, os Estados Unidos flexibilizaram as sanções sobre o petróleo russo, permitindo vendas carregadas em navios até meados de abril.
Esse novo rumo nas importações reflete não apenas uma adaptação à crise energética, mas também uma mudança na dinâmica geopolítica, à medida que aliados tradicionais reconsideram suas estratégias de fornecimento de energia. A ampliação das compras por parte de países como a Índia, que recentemente intensificou suas aquisições de petróleo russo, demonstra como o cenário energético global está em constante evolução e como as nações estão se reestruturando para garantir a segurança de seus suprimentos.





