Em um vídeo emocionado, o pai de Gisele expressou seu descontentamento com a rapidez da aposentadoria do oficial, sinalizando que a decisão contrasta com o luto enfrentado pela família. “Como é justo que a sociedade pague um salário para alguém que cometeu um crime?”, questionou, ressaltando a dor e a injustiça sentidas diante do que considera uma punição leve para uma situação tão severa.
A mãe de Gisele também expressou sua indignação, classificando a decisão como “revoltante”. Para ela, é extremamente difícil aceitar que o acusado por um crime tão sério possa agora gozar de benefícios de um status de aposentado. A situação expõe não apenas a fragilidade do sistema, mas também o sentimento de impotência que muitos familiares de vítimas de violência sentem quando percebem a possibilidade de um criminoso viver livremente enquanto suas vidas foram tragicamente alteradas.
De acordo com informações disponíveis, o tenente-coronel deverá receber um salário próximo de R$ 20 mil mensais após a sua transferência para a reserva. Essa quantia, associada ao fato de que o próprio oficial solicitou sua saída, levanta questões sobre a responsabilização e a ética em casos dessa natureza. O advogado da família não hesitou em criticar a decisão da corporação, afirmando que a medida adotada é desproporcional em relação à gravidade do crime envolvido.
Os desdobramentos desta situação demonstram não apenas uma batalha judicial, mas também uma luta emocional e social, onde as vozes dos familiares clamam por justiça em um sistema que, muitas vezes, parece falhar em proporcionar respostas que atendam à necessidade de reparação e dignidade às vítimas e seus entes queridos.





