Navarro classificou a execução de seu filho como covarde e afirmou estar vivendo um tempo de guerra da maldade e da criminalidade contra inocentes. Ele assistiu ao vídeo da abordagem pela primeira vez naquela sexta-feira e declarou que os policiais envolvidos merecem a pena de morte pela lei. O pai de Marco Aurélio também enfatizou que o uso de arma por um militar contra inocentes é crime.
Os vídeos das câmeras corporais dos dois policiais militares envolvidos na ação foram divulgados pelo site Metrópoles. Nas imagens, é possível ver o momento em que o estudante é encurralado pelos policiais após uma perseguição. Em um dos vídeos, o estudante é visto tentando se segurar na perna de um dos policiais antes de ser alvejado por um disparo.
Um relatório de investigação sobre a morte de Marco Aurélio concluiu que ele foi encurralado antes de ser baleado pelo policial militar Guilherme Augusto Macedo. Segundo o relatório, as últimas palavras do estudante teriam sido: “Tira a mão de mim”.
Em uma coletiva de imprensa, os pais de Marco Aurélio criticaram a demora no fornecimento das imagens do crime e pediram a condenação de todos os envolvidos, incluindo autoridades superiores como o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o governador Tarcísio de Freitas. O médico Julio César Acosta Navarro afirmou que vai lutar pela condenação de todos os responsáveis e apontou o relatório como prova das irregularidades cometidas pela Polícia Militar no caso.





