A vítima, Lucy Harrison, estava na casa do pai, Kris Harrison, quando o crime aconteceu. Segundo informações, ela e o namorado, Sam Littler, tinham planos de retornar ao Reino Unido no mesmo dia. Durante a manhã do dia 10 de janeiro, pai e filha travaram uma acalorada discussão sobre política, envolvendo questões ligadas ao ex-presidente Donald Trump, que na época se preparava para assumir o cargo. Lucy, que sempre se posicionou contra a posse de armas, expressou sua preocupação com a presença de uma pistola na residência familiar.
A acusação de que a discussão teria gerado um ambiente tenso foi corroborada por relatos do namorado de Lucy. Ele afirmou que, após a discussão, ela parecia muito abalada. Poucas horas depois, Kris Harrison teria conduzido Lucy a um quarto no andar térreo da casa. Cerca de 15 segundos após entrar, um disparo foi ouvido. Littler encontrou Lucy caída junto ao banheiro, enquanto o pai da jovem chamava a esposa, sem dar explicações sobre o que havia ocorrido.
Durante a audiência, a mãe da jovem, Jane Coates, prestou homenagem à filha, descrevendo-a como uma “força de vida”, engajada em debates e causas importantes. A defesa de Kris Harrison tentou solicitar a remoção da juíza Jacqueline Devonish, alegando parcialidade, mas o pedido foi negado. O inquérito britânico continua em andamento para esclarecer todos os detalhes que cercam esse caso que deixou a comunidade abalada e em busca de respostas. A decisão de um grande júri americano de não apresentar acusações contra o pai da vítima também adiciona mais complexidade a um caso já envolto em controvérsias e emoções intensas.







