Quando a tragédia aconteceu, João Francisco estava preso e, por conta disso, não pôde comparecer ao velório do filho. Sua ausência se deu devido à falta de escolta policial, uma situação que se somou à dor já insuportável da mãe, Daniela Soares. Ela também não pôde se despedir de João Miguel, pois havia sido detida dias antes, sob suspeitas de envolvimento com atividades ilícitas e ligações com uma facção criminosa.
A eventual libertação de João Francisco ocorreu após decisão judicial que reclassificou a acusação de tentativa de homicídio, que ele enfrentava, para lesão corporal. Ele havia sido detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde fevereiro do mesmo ano, em um caso que envolvia uma disputa familiar e revelações dolorosas sobre violência intrafamiliar.
O caso de João Miguel é marcado por detalhes chocantes e complexos. Ele desapareceu em agosto de 2024, e seu corpo foi encontrado em circunstâncias horríveis algumas semanas depois. Investigações indicaram que o menino havia sido alvo de retaliações por supostos furtos cometidos em residências dos arredores, culminando em um homicídio que chocou a comunidade.
Ainda mais desgastante é o fato de que as razões por trás do crime estão entrelaçadas em um enredo de violência e desespero. Os envolvimentos de diversas pessoas, incluindo adolescentes, refletem uma cultura de impunidade que ainda assola diversas regiões. Enquanto João Francisco tenta reconstruir sua vida após a perda do filho, a gestão dos desdobramentos legais do caso continua a exigir atenção e reflexão por parte da sociedade e das autoridades. Joăo Miguel, uma criança, tornou-se, infelizmente, uma vítima de um ciclo de violência e crime que precisa ser urgentemente abordado.
